Notícias

Interna

CAMPANHA “RECONHEÇO, SOU O PAI” VIABILIZA A REALIZAÇÃO DE CERCA 200 EXAMES DE DNA EM 5 DIAS DE MUTIRÃO

Apesar do reconhecimento de paternidade ser um procedimento simples e com pouca burocracia, o índice de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento cresceu pelo quarto ano consecutivo no Brasil. 

 

Com o objetivo de amenizar esta realidade a Defensoria Pública de Pernambuco, com a supervisão do Núcleo de Conciliação e do Núcleo de Primeiro Atendimento,  realizou, entre os dias 16 e 23 de novembro, a campanha “Reconheço, sou o Pai”. 

 

Durante este período foram agendados mais 350 atendimentos que resultaram em quase 400 materiais biológicos recolhidos e cerca de 200 exames de DNA realizados. 

 

No mutirão foram contemplados os atendimentos para casos de reconhecimento voluntário, ou seja, em casos que a outra parte não compareceu, o exame não pode ser realizado.

 

Para o Subdefensor Público-Geral Henrique Seixas, o sucesso da campanha se deve ao esforço desprendido, não só pelos profissionais envolvidos, como também pela disposição e coragem de pais e filhos que estiveram presentes durante os 5 dias de mutirão. 

 

“Parabenizo a todos que puderam colaborar com o mutirão: Defensoras, defensores, nossos funcionários administrativos e estagiários. E sobretudo, aqueles pais e filhos que compareceram, voluntariamente, para coletar mais de 400 materiais biológicos para realização do exame”, frisou.

 

NÚMERO DE CRIANÇAS SEM O NOME DO PAI NA CERTIDÃO CRESCE PELO 4° ANO SEGUIDO

 

Quase 100 mil crianças nascidas em 2021 não têm o nome do pai no registro civil de acordo com dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. 

 

De acordo com os mesmos dados os atos de reconhecimento de paternidade chegam ao terceiro ano consecutivo em queda. Ao todo, foram contabilizados 13.297 reconhecimentos em 2021, uma baixa de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2019, foram 35.234 atos registrados, que caíram para 23.921 em 2020.

 

Em 2019, o índice de crianças apenas com o nome da mãe no registro civil cresceu de 5,5% para 5,9%. Já em 2020, o índice subiu para 6% e, este ano, a porcentagem está em 6,3%.

Galeria de Fotos