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DEFENSORA PÚBLICA DOA LIVROS PARA PRESÍDIO EM PETROLINA

Com mais de 770 mil detentos, o Brasil possui o terceiro maior sistema prisional do mundo, atrás somente dos Estados Unidos e da China. Em teoria, os presídios representam um local próprio à transformação do reeducando, preparando-o a ser reintegrado à sociedade. No entanto, inúmeras são as instabilidades presentes neste meio. Segundo o historiador francês Michel Foucault, "conhecem-se todos os inconvenientes da prisão, e sabe-se que é perigosa. E, entretanto, não ‘vemos’ o que pôr em seu lugar. Ela é a detestável solução, de que não se pode abrir mão.”

Constantemente, a realidade carcerária do país é assimilada à precariedade, devido a problemas como a superlotação e a falta de manutenção. Assim, em uma tentativa de manter efetiva a ressocialização dos detentos, a Defensora Púbica Noely Valente Mota doou uma coletânea de livros ao Presídio Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina. 

Seja diante das teorias Freudianas sobre o inconsciente, do poder sugerido por Maquiavel, ou até mesmo a luta contra a desigualdade proposta por Jean-Paul Sartre, a literatura é um meio importantíssimo para o desenvolvimento do indivíduo. Através dela, é possível ampliar a capacidade criativa, bem como as habilidades comunicativas.

Apesar de todas as burocracias existentes, com o auxílio da também Defensora Cinthia Palmeira Coelho, atuante da Vara de Execuções Penais, o acervo foi entregue ao seu destino. “Se eu conseguir que um, apenas um educando, leia um livro, já estou satisfeita. Fiquei imensamente feliz com a ideia, e proponho a todos que quiserem fazer o mesmo, que façam, é muito gratificante,” frisa Noely.

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