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DEFENSORIA PÚBLICA PROMOVE REUNIÃO INTERSETORIAL PARA TRATAR DA SITUAÇÃO DOS VENEZUELANOS NO RECIFE

Aconteceu na última quarta feira (18/12) mais uma Reunião Intersetorial, promovida pela Defensoria Pública de Pernambuco, em parceria com a Defensoria Pública da União, referente ao caso dos Migrantes indígenas Venezuelanos da etnia Warao na cidade do Recife. A reunião que acontece na sede da ONG Visão Mundial e contou com representantes do Estado (Secretaria de Defesa Social, Criança e Juventude do Estado de Pernambuco), Município (Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Política Sobre Drogas e Direitos Humanos do Município de Recife), UNESCO, DSEI-PE/MS (Secretaria Especial de Saúde Indígena), CIMI/PE (Conselho Indigenista Missionário), membros da Sociedade Civil e representantes do povo indígena Warao. 

Vários temas foram debatidos e alguns tiveram boa evolução em relação à primeira reunião. Vale destacar a organização de um mutirão para retirada de fotos 3x4 com objetivo de cadastrar os indígenas no Sistema do Comitê Nacional para os Refugiados, o SISCONARE. O mutirão vai acontecer nesta quinta (19) e sexta feira (20), no Bloco G da Universidade Católica de Pernambuco. No dia 26, já devidamente fotografados, os venezuelanos darão inicio ao cadastro no SISCONARE, através de mutirão na sede da Defensoria Pública da União. "Após a realização deste mutirão, poderemos em janeiro, com tudo isso pronto, encaminhar os migrantes e acompanhá-los  pessoalmente até a sede da Polícia Federal, onde poderemos obter a regularização documental", salientou o Defensor Público Henrique da Fonte.              

Outro ponto importante da reunião se refere à situação de moradia dos Warao. Os representantes da Prefeitura do Recife informaram que se estima a quantidade de 166 pessoas - entre crianças e adolescentes - que estão alojados em quatro diferentes locais da capital pernambucana. A busca por alojamento permanente continua já que alguns estão em moradia precária e outros estão sob o risco iminente de ficar em situação de rua. 

Também foram trazidas a pauta questões relativas ao aproveitamento profissional dos migrantes. Foram levantadas possibilidades de  inscrição, pelos indígenas, em cursos profissionalizante aproveitando a capacidade de cada um. O curso deverá ser aberto no próximo ano e deverá ministrar, entre outras atividades, aulas de português para melhor adaptação dos estrangeiros ao país.

 

Redação: Artur Oscar

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