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LANÇAMENTO PROGRAMA MÃOS EMPENHADAS CONTRA A VIOLÊNCIA

O Defensor Público-Geral do estado, José Fabrício, prestigiou na manhã desta terça-feira (13/08), o lançamento do programa “Mãos EmPENHAdas Contra a Violência”, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), através da Coordenadoria da Mulher.  A iniciativa, originalmente lançada pelo Poder Judiciário do Mato Grosso do Sul, foi apresentada em Pernambuco com a participação da embaixadora do projeto, a modelo, atriz Luiza e ativista Brunet; do presidente do TJ pernambucano, desembargador Adalberto de Oliveira Melo; e da coordenadora da Mulher, desembargadora Daisy Andrade. O evento aconteceu no Salão de Sessões do 4º Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino, localizado na avenida Martins de Barros, 593, bairro de São José, no Recife. Presente ao evento, o Defensor Público João Duque, chefe de Gabinete.

O ''Mãos emPENHAdas Contra a Violência'' propõe a capacitação de profissionais da área da beleza para que sejam agentes multiplicadores de informação no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, identificando e orientando as clientes como combater e denunciar os abusos. Os estabelecimentos que aderem ao projeto recebem um “Selo” para identificação de sua parceria. No Estado, a iniciativa conta com o apoio do Instituto Maria da Penha (IMP) e do SinBeleza Pernambuco.

No lançamento, a atriz Luiza Brunet falou de  sua história de vida, relatando a violência doméstica durante a infância. "Eu via e vivia a violência doméstica por conta do meu pai e minha mãe. Foi algo bastante difícil, pois além dos maus tratos, tinha o alcoolismo do meu pai. Comecei a trabalhar muito cedo, aos 12 anos, como empregada doméstica. Aos 16 anos casei, muito precoce. Fui em busca de uma família perfeita. Este projeto do TJPE é muito significativo porque vai ajudar a identificar e alerta as  mulheres, através dos salões de beleza, onde elas se sentem mais seguras para falar com suas amigas, sua cabeleireira, sua maquiadora o momento em que estão passando.  Estou muito feliz, em estar volta a Pernambuco".

Luiza contou ainda que foi agredida aos 54 anos de idade. "Sofri agressão física e resolvi não me calar, porque acho que  meu papel como mulher e cidadã, é contribuir  para uma sociedade mais justa. Não ter vergonha. Não se calar. Se precisar fazer uma denúncia, faça, porque  é a forma de você não morrer e não chegar ao feminicídio", justificou.

O presidente do TJPE, Adalberto Oliveira, por sua vez, agradeceu a presença de todos e ressaltou o trabalho desenvolvido pelo Tribunal, principalmente, pelo trabalho desenvolvido frente a violência de gênero contra as mulheres nos mais diferentes campos de atuação. Ao lançarmos o Programa Mãos Empenhadas, com sucesso no TJMS, creio que nosso maior desejo seria o de não necessitar de tal iniciativa, porém infelizmente ainda somos uma sociedade machista. Para se ter uma idéia do quão grave é a situação da mulher vítima de violência,  apenas em Pernambuco desde Janeiro de 2017 até julho desse ano, o estado deferiu quase 27 mil medidas preventivas de urgência às mulheres. Diante de tal situação, precisamos agir na pretensão da conscientização do acolhimento e empatia da recuperação e também na punição. Neste contexto, temos importantes aliados assim como a Lei Maria da Penha",  enfatizou.  

 

Redação: Fátima Freire

Imagens: @jhpaparazzo

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