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DEFENSORIA PROMOVE MUTIRÃO PARA ALTERAÇÃO DE PRENOME E GÊNERO NO REGISTRO CIVIL

Durante todo o dia de ontem (05/06),  o Núcleo de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Defensoria Pública de Pernambuco promoveu o mutirão com pessoas trans e travestis que desejavam alterar o prenome e o gênero no registro civil. A ação foi realizada em parceria com a Secretaria Executiva de Direitos Humanos, o Centro Estadual de Combate à Homofobia e o Centro Municipal de Referência em Cidadania LGBT. Atuaram os Defensores Públicos Henrique da Fonte, coordenador do referido Núcleo, Renata Gambarra e estagiários da Instituição.

 

 Para o Coordenador, o mutirão proporcionou uma ampliação do atendimento, diante da elevada procura pela concretização do direito ao reconhecimento legal do nome e gênero. Segundo Henrique, “o serviço prestado pela Defensoria Pública almeja auxiliar as pessoas trans e travestis a serem legalmente reconhecidas como são, assegurando a gratuidade para os atos necessários, além de as orientar ao longo e após o procedimento”.

 

 

A iniciativa foi bastante destacada pelos interessados durante a força-tarefa.  "Excelente  para nos dar voz. É um caminho que possibilita uma sociedade igual para todos. Não adianta ser uma mulher ou um homem Trans, possuindo um nome que não o acompanha.   A alteração do prenome ou gênero, nos ajudará no reconhecimento tanto na sociedade, quanto no mercado de trabalho", enfatizou  Nayane Silva, 22 anos, professora particular de biologia.

 

Para a estudante  Maria Elisa,   a ação é a concretização de políticas públicas, buscando a igualdade de gênero na sociedade. "A Defensoria Pública desempenha um papel importantíssimo, principalmente para a população desprovida de recursos", disse. Para a manicure Juliane Cristine, o mutirão promovido pela DPPE foi essencial, pois contribuirá para o seu crescimento pessoal. “Mudará nossa vida e o olhar da sociedade. Nos ajudará a nos impor, evitando constrangimentos. Uma série de sonhos e planos serão executados a partir da alteração do meu nome”, enfatizou.

 

É este mesmo sentimento que acompanha  a cabeleireira Roberta Lima. "É uma vitoria para mim. Quando fiz 15 anos de idade, comecei  minha transição. A  mudança do meu prenome é muito importante, principalmente, para acabar com o constrangimento  que sofremos  ao ir em repartições públicas, hospitais em colégios. Sofri muito  no tempo de escola, por conta do meu nome  que não me representava. Eu me qualifico como Roberta e hoje eu sou Roberta. Estou aqui para lutar pelo nome Roberta. Antes era difícil, pois precisava da assinatura do juiz. A ação já nos dará o encaminhamento", ressaltou.

 

 Redação: Fátima Freire

Imagens: @jhpaparazzo

Assessoria de Comunicação

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