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Pacientes ostomizados se reúnem na Sede da Defensoria para pedir apoio jurídico a falta das bolsas de colostomia no Estado

 

São quase 2 mil pacientes ostomizados em todo o estado de Pernambuco que lutam pela chegada e regularização da entrega das bolsas de colostomia. A abertura na barriga expele fezes e precisa ser trocada regularmente. Desde Novembro do ano passado, o Hospital Barão de Lucena não realiza a distribuição dessas bolsas, gerando problemas para o paciente e agravando seu dia a dia em sociedade e abalando, ainda, o psicológico dessa parte da população. Nas farmácias há diversos modelos à venda, com preços também variados, mas que não é acessível para a grande maioria. A reunião dos pacientes ostomizados do Estado ocorreu no Auditório Thiago César Abrantes Olímpio, na Sede da DPPE.

“Pessoas do Interior do Estado também se deslocam para a capital para buscar essas bolsas. Nossa aflição é gigante. Não há uma regularidade na obtenção das bolsas. Não é raro, enfrentarmos essa questão. Viemos aqui na Defensoria Pública do Estado para pedir todo o apoio jurídico necessário para que possamos voltar a receber com regularidade as bolsas de colostomia”, destacou a vice-presidente da Associação dos Ostomizados de Pernambuco, Maria Madalena Vasconcelos ( 55 anos ) que usa a bolsa há 12. “Um erro médico, me colocou nessa condição para a vida inteira, mas sei que posso contribuir para com o meu próximo e vamos continuar nossa luta por mais dignidade e respeito aos nossos direitos”, complementou.

Outra demanda tratada com o Defensor Público-Geral do Estado, Manoel Jerônimo, foi a questão dos banheiros públicos adaptados para ostomizados. São raros os relatos oficiais da existência de projetos que contemplem a construção de banheiros particulares ou públicos para ostomizados. Tudo indica que o Japão foi um dos primeiros países a se preocuparem com esse tipo de instalação sanitária, conforme relatado pela JOA (Japan Ostomy Association, Inc).

“A Defensoria Pública atua de maneira abnegada em todas as questões que chegam as nossas portas. Os problemas relativos a saúde nos preocupam sobremaneira porque sabemos que lidamos com vidas que necessitam de recursos, medicação, cirurgias para sobreviver, por isso o tempo conta muito para os pacientes. A questão das emoções, também podem abalar o psicológico das pessoas e piorar a saúde delas. Vamos realizar todo o esforço para garantir que essas bolsas de colostomia possam voltar a serem entregues com mais normalidade, já que elas têm um tempo de uso limitado ( independente da marca ). Trabalharemos para dar mais qualidade de vida aos ostomizados de Pernambuco”, pontuou o Defensor Público-Geral.

O Defensor Público Geraldo Delmas também esteve presente a reunião, relatando sua experiência com a questão das ações ligadas a área da saúde. 

 

Redação: Viviane Souza – Ascom / DPPE

Fotos: @jhpaparazzo – Ascom / DPPE

27/02/2018

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