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Defensoria Pública sedia a IV Roda de Conversa sobre o Autismo

Após o diagnóstico, começa a batalha contra o preconceito, a discriminação da sociedade e a negação das instituições de ensino em aceitar o portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para discutir esse assunto e emponderar pais e todos os atores envolvidos na causa, a Defensoria Pública do Estado promoveu a IV RODA DE CONVERSA: O Direito Inclusivo e a Mediação Escolar das Pessoas no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O encontro ocorreu ontem, (10/04) às 14 horas, no Auditório Thiago César Abrantes Olímpio, Sede da DPPE, Rua Marquês do Amorim, 127, na Boa Vista.

 

A ação foi realizada em parceria com o Memorial da Justiça, TJPE, Assembleia Legislativa e o Grupo Super Mães. A Roda de Conversa foi aberta pelo Subdefensor Público-Geral do Estado, Fabrício de Lima, que ressaltou a importância da continuação de ações como a da tarde da segunda-feira. “Nosso papel não é tão somente de judicializar, mas de caminhar juntos com cada um de vocês. Uma caminhada que necessita de diversas instituições para agregar e fazer o a Lei e proteger aqueles que tem qualquer necessidade especial”, pontuou o Subdefensor.

 

Henrique Seixas, Subdefensor de Causas Coletivas da Defensoria Pública de Pernambuco - um dos palestrantes, lembrou que a falta de conhecimento aos direitos, aumenta o sofrimento de todos, as dificuldades de acesso a tratamentos e a escolas com equipe especializada, por exemplo. “Todos os dias, vemos os mais diversos tipos de dificuldades dos familiares que tem um parente com necessidades especiais. É importante ações como as de hoje e a busca pelo conhecimento dos nossos direitos para que possamos diminuir os problemas mais latentes, como a recusa de uma escola a receber uma criança ou adolescente que precise de atendimento de uma profissional especializado em sala de aula”.

 

A Defensora Pública Nátalli Brandi que atua no Núcleo de Direitos Humanos, enalteceu a luta constante de pais e da Defensoria Pública do Estado, e ainda, esclareceu o papel da sociedade e das instiuições educacionais. “Cada um de nós tem o dever de colaborar para que todos que necessitam de apoio para realizarem melhor suas atividades escolares ou diárias, não se sintam diferentes ou humilhadas. Precisamos ser propagadores de políticas públicas e a Defensoria do Estado tem esse mister de agir em todas as ocasiões em que o Direito seja renegado”, enfatizou a Nátalli.

 

Participaram da Roda de Conversa como palestrante, Luísa Gonçalves (Especialista em ABA); Ana Rita Braga de Oliveira (Professora e Diretora da Escola Municipal de Macedo Lima); Gabriela Severien (Pedagoga – Memorial da Justiça do TJPE); Luisa Gonçalves (Psicóloga e Analista Comportamental); Carolina Aleixo (Enfermeira, Especialista em Saúde Pública e Coordenadora do Grupo das Super Mães). Pais, psicólogos e assitentes sociais e estudantes estiverrem presentes.

 

 

DADOS - Os números direcionam um aumento cada vez mais frequente dos casos de Autismo em todo o mundo, mas não há uma estatística definitiva. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que para cada 68 pessoas que nascem, uma tem o Autismo, mas o CDC (Center of Deseases Controland Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, diz que há um caso de Autismo para cada 110 nascidos. Por isso, considera-se que o Brasil, com 200 milhões de habitantes, tenha quase 2 milhões de autistas. E, no mundo, são 70 milhões de pessoas, segundo a ONU. (Fonte: Câmara de Vereadores do Recife).

 

Redação: Viviane Souza – Ascom / DPPE

Fotos: @jhpaparazzo – Ascom / DPPE

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